Entre 1968 e 1971, o cantor e compositor lançou discos que modernizaram a canção e a poesia no Brasil, com a fusão de rock e soul music.
Roberto Carlos é o cantor mais popular do Brasil, desde 1965, com o lançamento e conseqüente estouro da canção Quero que vá tudo pro inferno, sua voz e suas canções têm marcado a vida dos brasileiros (e de habitantes da America hispânica) de maneira intensa e curiosa. O cantor estourou como roqueiro e foi o primeiro a dar ao rock brasileiro uma cara própria - todos os seus herdeiros, de Mutantes a Los Hermanos, passando por Raul Seixas, Titãs, Legião, só pra citar alguns devem reconhecer esse pioneirismo. Hoje, ele é um senhor romântico e religioso que mantém intacto o carisma, apesar de manter-se numa espécie de camisa-de-força estética, ou talvez até por isso mesmo. Seus discos e especiais de Natal anuais se sucedem de forma ritualística há muito tempo. Afinal o fato dele se repetir o torna especial, único, sem par no mundo do show-business nacional, e continua a intrigar e a trazer provocações às avessas.
O curioso é que, ao ouvir o seu primeiro LP, Louco por você, de 1961, nunca relançado, o que se faz notar é um cantor de boleros, sambas, bossas e rock-baladas, ainda assim nitidamente influenciado pelo canto de João Gilberto, assim como aconteceria depois com seus companheiros de geração Chico Buarque, Caetano e Gil. Mesmo sendo um romântico, Roberto estreou sem exageros interpretativos, seguindo o que havia de mais moderno e radical no Brasil em termos de estilo de canto. Já no seu primeiro disco, um 78 rotações de 1959, Roberto canta João e Maria, uma bossa nova em que ele imita João, porém sem seu brilhantismo.
No segundo LP, de 1963, puxado por Splish splash - versão de Erasmo para um hit de Bobby Darin - Roberto opta pelo rock and roll entre rebelde e romântico, mantendo a influência de João Gilberto, o que nos próximos discos irá fazer dele não um simples adaptador do iê-iê-iê dos Beatles, e sim um intérprete original. É interessante ressaltar que a letra em inglês de Splish splash é inferior à versão de Erasmo. Enquanto no original a onomatopéia que dá titulo à canção se refere ao barulho do sabonete na banheira, na versão de Erasmo, splish splash corresponde a um beijo e a um tapa no escurinho do cinema - malícia e brejeirice como numa marchinha de Lamartine Babo (2 X 2).
Em É proibido fumar (1964), a dupla de compositores faz um clássico, a canção que dá titulo ao disco. A música chamou a atenção do iniciante Caetano Veloso para o que se estava fazendo fora do circuito dos pretensos seguidores da bossa nova, uma reflexão que iria levar ao tropicalismo em 1967: ( percebíamos que sigo incendiando bem contente e feliz, nunca respeitando o aviso que diz que é proibido fumar era melhor poesia do que a maioria da música popular brasileira sofisticada época), escreveu o compositor baiano. É claro que os versos da canção têm conotação sexual como em (do beijo sai faísca / e a turma toda grita / que o fogo pode pegar ... garota pegou fogo em mim). Do mesmo disco, ainda, Um leão está solto nas ruas, de Rossini Pinto, tem esse erotismo malandro presente: (Um leão está solto nas ruas / calamidade igual nunca vi / jamais terá problemas de alimentação / se ele encontra o meu broto por ai). Mas o estouro do disco foi, sem dúvida, O calhambeque, versão de Erasmo, deu continuidade à tradição rocker carros-velocidade-garotas, iniciada com Parei na contramão, do disco de 1963.
No inicio de 1965, é lançado Roberto Carlos canta para a juventude, inferior ao seu antecessor.O grande salto viria no seguinte, Jovem Guarda, com o estouro já citado de Quero que vá tudo pro inferno, o disco traz boas canções da dupla Roberto & Erasmo e de outros compositores. Mas o que interessa, além da excelência das canções,é ressaltar a picardia malandra de algumas delas, o que dá um tom de brasilidade às mesmas inexistentes no rock nacional feito anteriormente.A dupla compõe no estilo brasileiro de que fala o samba de Noel, "Não tem tradução" - "tudo aquilo que o malandro pronuncia/com voz macia, é brasileiro/já passou de português". Só que o malandro agora é o playboy de Mexericos da Candinha e Não é papo pra mim, que não quer saber de casamento, mas no fundo é um romântico (porém ela no fundo sabe que eu sou bom rapaz) e (talvez um dia quem sabe / encontre a felicidade / achando alguém pra valer / até morrer). As lições do canto de João Gilberto continuam presentes em Gosto do jeitinho dela e Eu te adoro meu amor, de uma maneira mais explicita, e de forma menos aparente nas outras faixas. Mas o que vale aqui não é mais imitar o ídolo, mas se inspirar nele para dar essa intenção de coloquialidade na interpretação das canções.
Roberto já é um intérprete maduro, e nos discos seguintes, Roberto Carlos (1966) e Em Ritmo de aventura (1967), o personagem do playboy romântico e roqueiro continua presente, principalmente nas canções de Getúlio Côrtes - O gênio e O sósia. Ainda de Getúlio, Negro Gato, se destaca não apenas pela canção, mas pela própria gravação, na qual o arranjo tosco dá o tom da marginalidade ao negro gato de que fala a letra. Uma gravação nunca superada, apesar de ter sido interpretada posteriormente por Luis Melodia e Marisa Monte, cujas gravações não possuem este tom protopunk da primeira. Na linha do erotismo sutil de trabalhos anteriores, em Ar de moço bom, de Niquinho e Othon Russo, a personagem feminina é quem, após a cantada (você está tão só / sozinho eu estou / que tal ir por ai passear?), dá as cartas (sem nada comentar / no carro ela entrou / e com o seu pezinho bem depressa acelerou). A acelerada do pezinho corresponde ao ato sexual, nesta canção marcada novamente pela relação, tão cara a Roberto e ao rock, entre carros e garotas, num tom mais intimista que as antecessoras já citadas.
MUDANÇAS
A partir de O inimitável, de 1968, antecipado pelo compacto com a música ganhadora do Festival de San Remo, Canzone por te, de Sérgio Endrigo, Roberto Carlos deixa de encarnar o playboy. Na capa, o cantor aparece de perfil, com um violão de cordas de nylon, em vez de uma guitarra. A influência da soul music, mais sutil no trabalho anterior, revela-se no canto, nas canções e nos arranjos, não apenas com guitarras, baixo e bateria, mas também com sopros e cordas. Em algumas faixas, o uso do violão de cordas de nylon, típico da bossa nova, dá um tom de brasilidade ao disco, principalmente em Quase fui lhe procurar, de Getulio Côrtes, e Madrasta, de Renato Teixeira e Beto Ruschel, esta uma curiosa canção que enaltece a figura tradicionalmente vilipendiada da madrasta. Não há nada na faixa que lembre o iê-iê-iê dos discos anteriores. Um sofisticado arranjo de cordas e flautas emoldura a interpretação afinadíssima e sensível da difícil melodia. Roberto & Erasmo arrasam em Se você pensa, na qual o amor adolescente, característico dos tempos da Jovem Guarda, cede lugar a uma necessidade de maturidade na relação amorosa, com um carão dado à pessoa amada a partir de verses cortantes e interpretação raivosa. Como contraponto, em E meu, é meu, é meu, ainda da dupla, retorna o senso de humor cool neste fox, cuja letra descreve as partes do corpo da mulher amada como sendo da propriedade do amante. Sem medo de parecer possessivo, Roberto canta doce e malandramente: (tudo que é seu, meu bem / também pertence a mim ... da sua cabeça até / a ponta do dedão do pé ... é meu, é meu, é meu). A partir dai, são mencionados o cabelo, a boca, olhos, ouvido, ombros, braços, mãos, joelho, pés, para arrematar, no final, com malicia: (tudo que eu falei, meu bem e o que eu não falei também / tudo que você pensar é meu, é meu, é meu"). Há momentos de pungente melancolia em As canções que você fez pra mim, também de Roberto & Erasmo, e E não vou mais deixar você tão só de Antônio Marcos, contrabalançada pela auto-ironia de Ciúme de você, de Luis Ayrão. Nota-se a obra de um cantor maduro, para constar em qualquer discoteca básica da nossa canção popular, talvez o seu melhor álbum, se não fosse a presença das melhores canções de Roberto & Erasmo no disco posterior, de 1969, chamado simplesmente Roberto Carlos. Estas músicas são As curvas da estrada de Santos e Sua estupidez.
Na primeira, o tema da velocidade adquire tintas quase soturnas. A rebeldia adquire uma causa. Os versos são confessionais. A raiz de todo desencanto é a carência afetiva e a dificuldade de entendimento na relação amorosa, explicitada no uso da metáfora do espelho: (você vai pensar que eu / não gosto nem mesmo de mim / e que na minha idade / só a velocidade / anda junto a mim ... porque eu tento esquecer / um amor que eu tive / e vi pelo espelho /na distância se perder). Na segunda canção, o ser amado é chamado de burro sem cerimônia: (use a inteligência uma vez só! / quantos idiotas vivem só ... sua estupidez não lhe deixa ver / que eu te amo). Aqui Roberto & Erasmo se aproximam de Lupicínio Rodrigues e Herivelto Martins, nossos maiores desnudadores do ridículo e desconcertante dos embates amorosos. A poética ganha tons fortes e precisos pelo uso do insólito e a musa é desconstruída. Para acentuar o tom algo dark do disco, contribui o arranjo de As flores do jardim da nossa casa, com um momento de contenção inicial, com apenas violão, baixo e bateria. A estes vão se acrescentando as cordas em tons graves, à medida que a letra sugere a idéia de uma tempestade se formando (as nuvens brancas se escureceram / e o nosso céu azul se transformou / o vento derrubou todas as flores / e em nós a tempestade desabou). Para finalizar, um clímax entre dramático e sombrio com sopros em profusão interagindo com o cantor que agora berra o refrão: (eu já não posso mais / olhar nosso jardim / lá não existem flores / tudo morreu pra mim) .Aceito seu coração, a música seguinte, belíssima, de Puruca. possui um arranjo com oboés e violinos que se alternam para dar o tom preciso de delicadeza a esta canção que fala de reencontro. Quero ter você perto de mim, de Nenéo, é profundamente triste, com Roberto cantando no início à capela. De novo, o arranjo vai num crescendo, com guitarra, baixo, e bateria, além de vibrafone e orgão sendo acrescentados à musica na proporção em que o tema se desenvolve. Só que aqui não há apoteose, pois a delicadeza da interpretação permeia toda a faixa, tanto do cantor, como dos instrumentistas. E há o humor de Oh, meu imenso amor, de Roberto & Erasmo, valsinha na qual o interprete imposta a voz e brinca com a dramaticidade intencionalmente cafona da letra. Colaboradora de Roberto em outros discos, Helena dos Santos deu a ele neste LP sua melhor canção: Do outro lado da cidade, que remete à bossa nova pela interpretação cheia de coloquialidade, alem de possuir uma riqueza harmônica maior que as outras. Já O diamante cor-de-rosa é uma faixa instrumental, raridade em se tratando de um disco de Roberto Carlos, que é tema e título do filme estrelado por ele, Erasmo e Wanderléa nesse mesmo ano.Com uma gaita solando a maior parte da melodia, e outra faixa melancólica. Além dos habituais Edson Ribeiro e Getúlio Côrtes, Roberto gravou, pela primeira vez, Tim Maia, cuja Não vou ficar responde pelo lado rock & soul do disco, junto com Nada vai me convencer, de Paulo Cesar Barros, ambas com interpretações intensas e num tom desaforado. Essa sensibilidade ao dosar contenção e apoteose, delicadeza e desespero, ternura e rancor, faz deste outro LP antológico de Roberto Carlos.
O próximo disco, de 1970, tem a primeira musica religiosa de Roberto & Erasmo, Jesus Cristo, um gospel que faz sucesso ate hoje. E Pra você, clássico de Silvio Cesar que tem os famosos versos: (ah, se eu fosse você / eu voltava pra mim). Mas é um álbum fraco, se comparado aos anteriores e ao que virá em seguida, que contém a canção de fossa mais popular da dupla Roberto & Erasmo, Detalhes. Cantada de maneira doce e terna, é dialeticamente uma rogação de praga ao parceiro amoroso que deixa a relação: (não adianta nem tentar me esquecer). Pra contrabalançar, outra pérola dos dois, De tanto amor, só que, desta vez, é um humilhante pedido a amada na hora da despedida: "me deixa pelo menos só te ver passar / perdoa se eu chorar".Uma terceira canção equilibra os extremos das duas últimas: a audaciosa Amada amante, na qual o amor, apesar de clandestino, é resolvido. Os amantes se bastam e desafiam o mundo exterior: (esse amor sem preconceito / sem saber o que é direito / faz as suas próprias leis ... neste mundo desamante / só você, amada amante /faz o mundo de nós dois). Num diálogo tropicalista, Roberto Carlos canta uma canção de Caetano Veloso, de versos desconcertantes, numa perspectiva existencial, inédita na carreira do Rei: (eu sigo apenas porque gosto de cantar tudo va mal / tudo é igual quando eu canto e sou mudo tudo certo como dois e dois são cinco). Caetano, ácido e cortante, do exílio, recebe a homenagem de Roberto & Erasmo, que dedicam a ele Debaixo dos caracóis dos seus cabelos, amorosa canção de amizade que o próprio Caetano regravaria anos depois no disco do show Circulado. Roberto Carlos, considerado um cantor "alienado" pela esquerda brasileira, surpreende mais uma vez.
O pensamento de Roberto não é o do poeta que tem a perspectiva de enxergar uma outra realidade. Ele não tenta mudá-la, conforma-se com as vicissitudes em Traumas, do disco anterior: "talvez um dia pro meu filho / eu também tenha que mentir". Na irmandade de pensamento como sujeito normal, em oposição ao "maluco beleza", Roberto Carlos se identifica com seu público e a partir daí continua sendo amado por ele, envelhecendo com ele e passando a fazer discos cada vez mais burocráticos, não mais se desnudando, às vezes com uma bela canção aqui, outra ali, o que não o desmerece, só o torna cada vez mais misterioso, já devidamente conquistados pelos seus olhos tristes e fundos de Roberto-Carolina. Afinal, o tempo passou na janela e ele não viu, mas assim como o Rio de Janeiro, Roberto Carlos continua lindo e sendo o nosso triste terno rei da música popular brasileira do coração.
Publicado na Revista + Rock nº 01, de dezembro/2003
MATÉRIA ENVIADA GENTILMENTE POR
JOTAEFE,
MEMBRO DESTE PORTAL.
PARABÉNS JOTAEFE , PELA MATÉRIA REALMENTE
MUITO BEM ELABORADA E QUE NOS MOSTRA O
SEU CONHECIMENTO PLENO DA OBRA DESSE
ARTISTA TÃO QUERIDO TANTO PELO SEU TALENTO ARTISTICO COMO TAMBÉM PELO SEU CARÁTER ... HONESTO, TÍMIDO , E QUE AO LONGO DE SUA CARREIRA SÓ NOS MOSTROU O SEU MELHOR E DE UMA FORMA SIMPLES E TÃO INTIMISTA... SÓ ELE É CAPAZ DE TUDO ISSO !
Matéria maravilhosa!!! não foram só suas canções que fizeram de você um Rei ...foi também sua humildade seu carisma seu sorriso sua voz MARAVILHOSA!!! e acima de tudo a vontade de Deus de colocar você no mundo para fazer tantas pessoas felizes... sim porque você é como agua para nós fãs eternos...preciasamos ouvir Roberto todos os dias para nossa vida ter aquele sentido todo ESPECIAL, como precisamos da agua para continuarmos vivos... e essa foto na moto tá um espetáculo, ainda de óculos escuros, senhor e pra ficar de boca aberta...Quanta SAÚDE hein!!! beijos Roberto com carinho.,Sua Deuza.
Excelente matéria!
O autor faz uma análise perfeita de vários discos e músicas do nosso querido RC, demonstrando grande conhecimento da sua obra musical.
Mais uma vez nós, membros do portal, somos presenteados por Jotaefe!
Parabéns querido pelo seu empenho e carinho como divulgador do trabalho do Rei RC.
Masoli
Jacobina. BA - Brasil
Incrível essa matéria. É por isso que digoe repito, vocês são dignos dos elogios que recebem.
No universo da arte,não, a não ser as imitações.
Há estrelas que brilham com maior intensidade. Roberto Carlos é uma delas. Pode-no criticar, por isso ou aquilo, porém, não há o que se discutir, quanto a sua grandeza, sua sensibilidade, talento, bom exemplo, profissionalismo, inteligência. Eu digo que no universo da Arte, não há comparação , mas não há ninguém melhor que ele: Robeerto Carlos
Parabéns ao Jotaefe, pela matéria brilhante que nos trouxe aqui para o Portal e adorei as palavras tão bem escritas pelo nosso amigo Cláudio Paz, que atrávés de sua descrição e de seu relato, eleva a figura do nosso Rei como um ser sublime, cheio de valores, de conhecimentos e como uma luz sempre nos guia para o caminho da verdade, do amor, da fraternidade, da sensibilidade, pois sua grandeza de espírito, conduz seus súditos para a glória do saber e da concientização que a humanidade deve sempre progredir e não denegrir o que a natureza e Deus nos ofereceu de tão bom. Excelente matéria. Beijão!
Fase de ouro de Roberto Carlos , onde a criatividade
estava a flor da pele, bem diferente do Roberto de hoje, só no disco ao vivo, e regravações.
Que foto diferente, até na roupa o Roberto era criativo.
Elogiar as matérias do Jotaefe é chover no molhado, o homem é bom mesmo.
A reportagem é maravilhosa, só três ressalvas, a influência de João Gilberto não é tudo isso, ela existe mas Roberto tem estilo proprio, alias considero o Rei um interprete mais requintado, e destacaria na fase que o consagrou a produção dele até 1981, depois sim os lançamento ficaram abaixo da média ou seja burocratica.
Amigos Iluminados: A história da Humanidade, registra periodicamente um salto de conhecimento impulsionado pelo gênio, um homem aparentemente comum, mas com uma elevada Iluminação e facilidade em transmitir novos conhecimentos, resultando num largo progresso em pouco tempo. Esses gênios, que aparecem através dos séculos como estrelas brilhantes, que deixam um longo rastro luminoso na Humanidade, são missionários; destacados pela vontade de Deus, com a Alma Perfumada e Iluminada pela Luz do Amor!!! é assim a missão do nosso amado Rei Roberto Carlos Braga, cantar o amor em todas as formas, que são elementos essênciais do progresso Espiritual, com Paz, Amor e Luz: PRA SEMPRE.
GRANDE JOTAEFE.
parabens Jotaefe tudo isto que voce esta aqui dizendo do nosso Rei esta muito bem resumido e bem analizado e aqui se ve que voce é realemete un dos fas mais imocioantes deste portal.Obrigadissmo por tudo o que voce faz.